sábado, 26 de fevereiro de 2011

O Tamanho da minha altura

Dia 23 lá fomos nós até ao Teatro da Luz ver a peça
"O tamanho da minha altura".


Estávamos todos muito felizes por conhecer um espaço novo e curiosos por ver a peça começar.



Afinal qual é o tamanho da minha altura?
"José, tu és do tamanho do que vês e não do tamanho da tua altura!"


 No final d peça tivemos oportunidade de fazer algumas perguntas aos atores e saber um pouco mais sobre a vida dos artistas de teatro.

Onde é que ensaiam? (Gui)
- Ensaiamos numa sala de aula numa antiga escola primária. O ideal é ensaiar no sitio onde vamos fazer o espetáculo. O palco que temos aqui é inclinado para se ver bem, é um palco à Italiana. Durante os ensaiamos temos de ter em conta a linguagem cénica, a direita e a esquerda são a dos espetadores.

O que é que faz o cenário? (Tomás)
- Cenógrafo, que agora chama Designer de cena. Ele desenha o cenário e depois pode ser ele ou um carpinteiro a construir o cenário. Mas o nosso é feito com pouco materiais e alguns do dia a dia. A arte é a representação da vida, não é a imitação.

Como é que ensaiam em casa? (David)
- Primeiro lemos o texto e decoramos para saber o que o texto nos diz e depois vimos para o ensaio e trocamos ideias sobre a forma como queremos dizer o texto, mais ou menos expressivo.

Há quantos anos fazem teatro? Gostam de fazer teatro? (Carolina)
- Fazemos teatro há 10/11 anos. Gostamos muito. É uma das profissões que é preciso gostar muito para se poder ser. É  como a profissão de professor.

(...)
Sabem porque é que se bate palmas nos espetáculos?
Sim para os atores se sentirem bem.
Sim para agradecermos a peça e o vosso empenho.
Sim para mostrarmos se gostámos da peça ou não.

Antigamente acreditava-se que os "xamãs" incorporavam os espíritos  das personagens e as palmas eram para libertar os espíritos.

- Como é que se chamam? (Beatriz)
Pedro Luzindro e Sílvia Figueiredo

- Como é que vocês conseguem imaginar as coisa? Beatriz
O que os atores acreditam o público também acredita. Temos de acreditar no que estamos a fazer. São jogos de improvisação. Se eu olhar ali para o fundo e disser "Olá Dona Ana" vocês vão imaginar que está ali uma pessoa que se chama D. Ana, mas na verdade é a nossa imaginação.

- Quantas vezes ensaiam por dias? (Frederico)
Depende se o ensaio está a render. Depende dos dias. Há dias que correm melhor que outros. Há dias que despachamos as coisas em duas horas, outros estamos oito horas de ensaio.

- Como é o vosso dia a dia? (Bernardo Brito)
Os atores podem fazer várias coisas. Televisão, cinema, vozes de desenhos animado, animações, dar aulas. Cada um tem os seus projetos. Há quem faça peças de teatro de manhã, à tarde e à noite.

- Que conselhos nos podiam dar ? (todos)
Se algum dia fizerem um teatro lembrem-se que a vossa voz tem de chegar aos cantos do espaço onde estão. Utilizem adereços, às vezes os mais simples resultam. Principalmente acreditem naquilo que estão a fazer.


Obrigada pela vossa disponibilidade e simpatia!!!


Este é o livro que deu origem à peça de teatro

"Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo... Por isso a minha aldeia a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura..." (Fernando Pessoa)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Mais uma visita ao C.C.C. para ouvirmos a Orquestra de Câmara de Cascais que nos delicia com a magia da música.



No final os meninos das várias escolas tiveram oportunidade para irem ao palco dançar uma valsa. Este ano foi a vez do David e da Mariana mostrarem os seus dotes. Parabéns estiveram muito bem!!

Aprendemos:
- Os nomes dos instrumentos
- Mais sobre a vida do maestro
- Aprendemos a fazer os gestos dos maestros
- Aprendemos a fazer a pulsação da música com as palmas
- Aprendemos nomes de Músicos
- Aprendemos a sentir a música de maneira diferente ( de olhos fechados)
- Aprendemos a ligar a música aos sentimentos

Foi uma manhã muito enriquecedora.
Obrigada à Escola Criativa por nos proporcionar estes momentos.

Magalhães

Os Magalhães finalmente chegaram!! Estamos muito entusiasmados com esta nova máquina!
Vamos poder usar e explorar o magalhães no tempo das oficinas e dos projetos. Já descobrimos muitas coisas novas.




Na passada sexta-feira a Sara deu uma aula de informática. Combinámos que todas as sextas feiras, vamos ter um momento dedicado aos Magalhães para aprendermos algumas coisas básicas sobre as ferramentas deste computador. Prometem ser momentos muito interessantes!
Esta semana aprendemos o que era o Ambiente de trabalho, que trabalhamos com o Windows 7, aprendemos também a criar uma pasta, a personalizar o ícone da pasta, a apagar a pasta e a recuperá-la da reciclagem. Aprendemos como se deve desligar o computador.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Remodelação da Casa da Gina Rosa


A Sónia fez uma proposta no diário para reorganizarmos a casa da nossa Gina Rosa.
Vamos fazer um ficheiro com os livros que temos, cuidar dos livros mais velhotes e organizar os livros por categorias para ser mais fácil de consultarmos.





Assemblage

Ruy Leitão utilizava muitos objetos do quotidiano nas suas obras de arte.

A Sara pediu para nós trazermos objetos de casa que já não precisássemos para tornarmos o velho em novo outra vez...

A Sara falou com a Lara para ela nos ajudar a construir uma Assemblage...
"Uma assemblage é uma técnica, na qual se distribuem objectos, sem relação entre si, que adquirem uma nova dimensão ao serem conjugados com uma intenção expressiva e original."
Estivemos na passada quinta-feira com a Sara e com a Lara a experimentar esta técnica. Adorámos!!!

Aqui ficam as maravilhosas obras da turma da Gina Rosa...

Uma elefanta

Uma libelinha que vai às compras
A oficina
O concerto de música


O pássaro vaidoso


Um caracol a ver televisão


Casa de banho


A Sara levou um cd para a sala do "Planeta Adormecido" que tem uma música da qual nós gostamos muito e a identificamos com este trabalho.

Música - Cego que vê

porque...

"BASTA QUE OBSERVES PARA ALÉM DO QUE VÊS E TUDO O QUE ERA VELHO VIRA NOVO OUTRA VEZ"

31 alerta criatividade à descoberta

Durante as oficinas temos tido a oportunidade de explorar livremente o jogo do 31 alerta.





O Jogo do 31 Alerta tem dado asas à nossa criatividade. Na última sessão que fizemos recebemos uma carta dos nossos correspondentes com pinturas de Ruy Leitão.
Foi uma manhã com diálogos muito interessantes sobre a arte
Aqui fica um pouco da reflexão que fizemos ao analisarmos os quadros:
CC: sim, o segundo é como se fosse uma pessoa, os outros são coisas abstractas.
S: o que é abstracto?
CC: abstracto são coisas que não existem no mundo mas para nós existem e para outras pessoas são outras coisas…
CC: eu também quero explicar: por exemplo no 3º desenho, eu vi uma bota, outra pessoa pode ver uma piscina em cima de uma casa; ao
mesmo tempo pode ser duas coisas ou três…é como no exercício “ao perto e ao longe”
CC: um desenho abstracto é uma coisa que não existe e pode ser inventada por quem vê.
CC: por exemplo: eu desenhei no quadro uma bola; para outra pessoa pode ser o mundo.
S: as coisas abstractas são assustadoras? Porquê?
CC: São. Porque não existem.
S: damos o mesmo nome às duas coisas? Invisível é o mesmo de abstracto?
CC: Oh Sara… não compliques!
S: vamos perceber melhor e ouvir outros pontos de vista
CC: as coisas abstractas podem ser boas ou más ; eu quando vejo tudo preto sinto que o pintor estava muito maçado.
CC. uma coisa abstracta é uma coisa que não tem vida, não tem círculos, nem quadrados, nem formas…
(…)
S: o que há de comum nos 4 quadros?
CC: são todos do mesmo pintor e todos transmitem coisas positivas.
CC: eu acho que também são os traços, todos têm traços. Eu acho que o 4ª poderia ter sido feito no computador, no paint.
CC: todos têm em comum terem sido feitos com muitas cores.
CC: eu acho que Rui Leitão não preencheu toda a folha em todos
S: será que todos têm objectos?
CC: sim
 (...)
Depois de muito conversarmos sobre as obras de arte que os nossos correspondentes nos enviaram a Sara lançou-nos um desafio.
Com um objeto do dia a dia, um carrinho de linha tínhamos de fazer um desenho abstrato ou figurativo.





Cada par fez o seu trabalho e não podia cortar a linha. Quando já não quiséssemos mais linha devíamos colar o carrinho de linha na folha.

Na semana seguinte a Sara voltou a distribuir os desenhos, mas desta vez misturou os desenhos. Os pares eram os mesmos, mas o desenho era de outro par. O objetivo para olhar para o trabalho dos colegas e tentar imaginar algo figurativo... Aqui ficam mais umas produções fantásticas dos nossos artistas...


 As montanhas


 A praia



Uma viagem de barco
 um escorrega

 Uma quinta

 um parque

 o fundo do mar

uma minhoca gigante

A Oliveira

A propósito das árvores que andamos a explorar, a Sara trouxe um ramo de uma oliveira para nós observarmos de onde vem a azeitona.


Aprendemos que é da azeitona que se faz o azeite e que se apanham as azeitonas entre Novembro e Fevereiro. Depois de serem apanhadas as azeitonas vão para um lagar...

um lagar?O que é um lagar Sara?

O Vasco e a Beatriz encarregaram-se de nos mostrar e explicar o que era um lagar. O Vasco trouxe um cartaz que tinha feito no CEI, quando estava no pré-escolar.

 A Beatriz fez uma apresentação de powerpoint com fotografias fornecidas pelo avô, onde nos mostrou o que é um lagar e como é que ele funciona.











Foi nuito interessante. Obrigada por esta partilha!